EmpreendedorismoGestãoGestão de Finanças

Especial Semana da Mulher – 4 lojas virtuais fundadas por mulheres para você se inspirar

5 Mins read

De chefes de estado a presidentes de multinacionais, você já deve ter reparado que as mulheres cada vez mais estão ocupando os espaços que merecem no mercado de trabalho e na sociedade.

 

E no mundo do empreendedorismo não é diferente. De acordo com pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), as mulheres lideram a abertura de novos negócios no país. Dos empreendedores que têm menos de três anos e meio de atividade, 52% são mulheres.

Na Semana das Mulheres, buscamos 4 histórias de empreendedorismo feminino para inspirar nossas leitoras a irem em busca do sucesso. Confira:

Tânia Gomes Luz, 33 e 34

O e-commerce de calçados surgiu do cansaço de Tânia em procurar por sapatos de sua preferência e, principalmente, que correspondessem a sua numeração: 33.

“Sempre acreditei que o e-commerce de nicho é um dos melhores modelos de negócios”, revela Tânia. E foi no nicho das “moças de pés pequenos” que ela mirou e acertou.

Em suas pesquisas, ela descobriu que 5 milhões de mulheres usam 33 ou 34 no país, um ótimo mercado a ser explorado.

Para colocar no ar a loja 33e34.com.br, Tânia teve a ajuda do investidor anjo João Kepler, que aplicou na estruturação do projeto e captou um investimento de 300 mil reais.

“Para ter sucesso, busque referências boas fora do lugar comum. Fazer exatamente o mesmo que todos os e-commerces brasileiros fazem vai trazer resultados semelhantes. Mas se inspirar no que existe de melhor no mundo é elevar o padrão local”, aconselha a empreendedora.

Hoje, o site, que está no ar há pouco mais de um mês, recebe 5 mil visitas únicas por dia, com boas taxas de desempenho.

“O tempo médio das visitas é de 5 minutos. Com boas opções de fotos no site,  a cliente  navega por um tempo maior, para poder avaliar detalhes importantes. Além disso,  ela visita quase 5 páginas”, explica a empreendedora.

Com mais de 1500 fãs nas redes sociais conquistados organicamente em um curto período (elas estão desde o começo de 2015 no ar), Tânia planeja investir, em breve, em um clube de benefícios exclusivo para os fãs do Facebook.

“A ideia é oferecer benefícios exclusivos, gift cards e sorteios de produtos para nossas fãs”, conta Tânia.

Cintia Tominaga e Natália Macedo, Ballerini

À esq. Natália Macedo e à dir. Cintia Tominaga 

As sócias Cintia Tominaga e Natália Macedo também apostaram no segmento dos calçados. Mas dessa vez, o público escolhido foi as adoradoras de sapatilhas.

A ideia de criar uma loja exclusiva para esse modelo de calçado veio depois que Cintia foi fazer uma pós-graduação na Itália e, por lá, só se locomovia a pé. Ela então percebeu que, além de bonitas, as sapatilhas eram super confortáveis.

O passo inicial do projeto foi uma campanha no site colaborativo Catarse, que levantou aproximadamente 17 mil reais de capital inicial para o negócio.

Outra inovação da loja é que ela oferece às clientes a possibilidade de provar os sapatos em casa. Isso se dá por meio da Happy Box, uma caixa com, no máximo, nove pares de sapatilhas que é entregue em domicílio.

A cliente tem até 24 horas para tomar sua decisão. Encerrado o prazo para experimentar as sapatilhas, a caixa é recolhida e a cliente paga por aquelas que ela quer adquirir.

“A taxa de conversão desse produto é de 98%, ou seja, quase todas as clientes que provam, compram. E o tíquete-médio das caixas é 3 vezes maior que os das compras realizadas pelo site”, conta Cintia Tominaga.

A empresa ainda faz um trabalho social doando sapatos usados para a ONG Amparo Maternal, que ajuda mulheres grávidas em situação de risco.

“A Ballerini é fruto da nova geração de empreendedores afiados e bem preparados que fazem questão de diversão, paixão e valor social e econômico por trás de tudo o que fazem”, avalia Cintia.

Com pouco mais de um ano de atuação no e-commerce, as empreendedoras planejam abrir uma loja física em 2016, diante da boa resposta que vêm recebendo de suas clientes.

“Constatamos com pesquisas pós-venda que 96% das nossas clientes estão supersatisfeitas com o produto, além disso, temos um índice de 40% de recompra, ou seja, clientes que voltam para uma segunda compra”, conta Cintia

 


banner_uolmn_criadordesites_academia

Carolina Lima e Alana Lourenço, Prapreta

À esq. Alana Lourenço e à dir. Carolina Lima

Por ter dificuldades para achar produtos para mulheres negras, Carolina Lima resolveu abrir, com sua sócia Alana Lourenço, a Prapreta, e-commerce que vende cosméticos focados nas necessidades desse público.

Para se diferenciar da concorrência, a dupla buscou orientações gratuitas junto ao Sebrae-SP.

“Desenvolvemos nosso plano de negócios e buscamos orientação com quem já entendia do assunto. Negócio é planejamento e gestão”, ressalta Carolina.

A opção por uma loja virtual, e não física, também foi baseada em estudos e estratégias. “Observamos a intensa expansão do comércio eletrônico nos últimos anos. As pessoas querem facilidade, comprar sem fila e sem sair de casa. Com a loja virtual atendemos clientes de norte a sul do Brasil”, explica.

Uma das estratégias usadas para chegar mais depressa ao público foi a forte atuação nas redes sociais. Foi no Facebook, aliás, que elas conseguiram novas clientes, divulgando conteúdo relacionado ao universo da mulher negra, prestando um serviço ao seu público-alvo. Hoje, a página da loja conta com 12 mil fãs.

A loja está atualmente em seu terceiro trimestre de atividade e registra altos índices de crescimento. “No comparativo entre o primeiro e o terceiro semestre de atividade, o crescimento de clientes foi de 148%. Já o de número de vendas e pedidos foi de 122%”, revela Carolina.

Shirley, Catherine e Louise Vasconcelos, Rush Praia

Da esq. para a dir: Louise, Shirley e Catherine Vasconcelos

Com 18 anos de experiência no mercado físico, a Rush Praia percebeu, há dois anos, que podia aumentar a sua clientela se investisse no e-commerce.

Começamos a sentir o aumento da demanda de nossos produtos em outros estados. Nossa empresa é pernambucana e só fabricamos e vendemos para nossas lojas próprias. Por isso, a loja virtual foi uma ferramenta rápida e eficiente para que atendêssemos todo o Brasil”, lembra Catherine, filha de Shirley Vasconcelos, que fundou a marca.

Para a demanda aumentar, elas tiveram o apoio de blogueiras com forte nome no mundo da moda. Essa é uma estratégia de marketing que envolve tanto a loja virtual quanto a loja física”, conta a empreendedora.

Ao ter as peças divulgadas na internet, o nome da marca ficou conhecido nacionalmente e, consequentemente, a demanda de pedidos cresceu. “O investimento para a abertura da loja virtual foi de 15 mil reais. Hoje ela representa 15% das vendas da marca”, conta Catherine.

Hoje a marca conta com três lojas físicas no estado de Pernambuco, vende suas peças em uma multimarca de Fernando de Noronha, além da loja virtual que atende todo Brasil. A marca vende produtos em Miami, África, Austrália e Espanha.

Related posts
Empreendedorismo

Planilha de fluxo de caixa: conheça suas vantagens e como utilizá-la!

5 Mins read
Você já ouviu falar na importância de ter uma planilha de fluxo de caixa?  Apesar de muitos já conhecerem, ainda existem algumas…
EmpreendedorismoGestão de Finanças

MEI vs Imposto de Renda: quando é preciso declarar?

5 Mins read
Quando o assunto é Imposto de Renda e o MEI é normal que haja dúvidas referente aos temas. Afinal, a declaração pode…
Empreendedorismo

Como contornar a alta do combustível no seu negócio?

6 Mins read
A alta do combustível é um dos temas que mais preocupam os brasileiros atualmente. Além do peso no bolso do consumidor para…